Nossas expectativas nunca são alcançadas quando se trata do amor. Talvez esperamos demais, ou criamos expectativas exageradas demais. Talvez o nosso futuro tenha nos reservado algo simples, modesto, mas que traga felicidade. Nossa impaciência sempre acaba alterando esse destino: enquanto o certo não aparece, vamos aproveitar o que se têm, o que está na vitrine em liquidação. Mas será que isso vale realmente a pena? Digo, será que vale realmente se doar para algo que sequer colore? Que sequer sente? Talvez nossas expectativas sejam surpreendidas hoje, ou amanhã, quando o telefone tocar. Ou de madrugada quando a mensagem chegar. Quem sabe? O futuro é incerto, e de incerto já basta o amor. De qualquer forma, o café está esfriando, a saudade apertando, e a carência chamando. De que adianta “felicidade” se não há sorrisos e gargalhadas? De que adianta tristeza sem lágrimas? De que adianta eu sem você? De que adianta uma laranja cortada sem sua tampinha? De que adianta todos esses encaixes? De que adianta viver, se o essencial não existe? E tu, ainda me insiste em dizer que o passado e a falta de amor deu a falhar, e eu torno a dizer: o amor nunca erra, nós que erramos em dar ênfase numa parte errada da história. Há tantas outras partes melhores, por que se preocupar com o pior se o melhor é melhor?